Lembrança

Na terra de João Álvaro a monotonia reinava no ir e vir dos concidadãos, das incongruências existentes na expressão passiva de cada um só restava a João sentar na sua cadeira de balanço enquanto mascava fumo. Os pensamentos geralmente era levados pela imagem da vizinha, que com seus 21 anos atiçava o velho cansado da mesmice que tinha na casa. Usualmente as 17h quando o sol já se despedia daquela região, Marta passava pela frente da residência caminhando pra faculdade. Nisso, João fitava aquela silhuetas, o cabelo vermelho cobria as costas ao mesmo tempo em que eram balançados pelo movimento do corpo. Naquela vida de aposentado, a alegria diária condizia a passagem daquela menina-mulher que de maneira meiga cumprimentava: Oi senhor João! E este apenas sorria e levantava a mão.

João Álvaro com seus 75 anos só imaginava como seria alisar aquele corpo juvenil, passar a mão naquela bunda que empinava a cada dia que passava, sem contar beijar aqueles seios e senti-los durinhos nas suas mãos, enquanto ela suspirava lentamente no ouvido daquele ancião. Tudo isso só passava de um mero sonho, tanto mais porque com seu corpo cansado não aguentaria nem 5 minutos com aquela mulher. Contudo, lembrou de quando ela namorava o seu filho e de vez em quando dormia na sua residência, pois  numa certa vez, instigado pela possibilidade de vê-la nua se aproximou do quarto do filho quando Marta trocava de roupa, sabendo que o filho estaria fora de casa por um bom tempo poderia usar disso pra suprir seu desejo, sem contar que tinha a esperança de jogar uma ideia na qual poderia ter momentos mais lascivos com aquela mulher. Entretanto, ao estar diante da porta respirou fundo e o coração começou a palpitar tanto que deixou pra lá, resolvendo ficar quieto na sua posição…

Lembrando daquele momento o pênis ficou ereto e João apertou com a mão bem forte enquanto via Marta virando a esquina. Suspirou. Baixou a cabeça e sentiu triste pelo fato de que aquela beleza só podia desfrutar à distância e jamais teria próximo de si, pensou em ir num puteiro a noite para ao menos receber um oral e beijar alguns peitos, mas estava sem grana, o dinheiro mensal da aposentadoria já havia acabado. Com isso, só restou entrar em casa e se masturbar porque a esposa Eleonora daqui a pouco chegaria em casa e com ela já não conseguia ter mais prazeres.

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